Ahmadinejad, o tiozão presidente do Irã que parece fofo, fala fofo (nheerr marrrrrr beerrr maaaiii), mas que tem uma língua afiada e filiada aos discursos islâmicos mais desumanos, radicais e opressores, desembarca hoje em Brasília. Imagina, o cara que nega o holocausto aqui na minha cidade, que louco!, para minha felicidade e tristeza.
Tristeza por que é o líder de um país nobre e rico dominado por uma gangue religiosa que manda bala contra protestos pacificos (ainda estou chocado com a morte de Neda). Principalmente triste por que ele diz que no Irã não há gays. Tenho desprezo por lideres que dizem essa heresia (como Fidel...). Sofro pelos jovens gays de lá, onde a homossexualidade é proibida por lei e a punição são chicotadas à morte. Para os adolescentes são enforcados, relaxa.(?)
Por outro lado, fico feliz em recebe-lo em nosso gay país! O Brasil é super gay. Aqui somos livres para sermos, curtirmos e desfilarmos nossas identidades (as vezes até nuamente) e logo mais, em todo o território nacional, a discriminação contra homossexuais será um crime. Há sempre algunas ridículas pessoas, como os da UniTaliban, mas que também compõe nossa democracia. Estou feliz por que a diplomacia brasileira que receberá Ahmadinejad é em grande parte composta pelas bius no Itamaraty.
Assim, quem sabe, nossa cultura heterogênea, com reconhecida tolerância e liberdade, de pulsante democracia, contagie e pacifique o coração desse povo rude encabritados para Alá. Espero que a comitiva iraniana aproveite para ir à Babaloo ou ao Gates de quarta-feira, conheçam uns garotos lisos e morenos e promovem um saral com poemas homoeróticos persas.
Ahmadinejad, seja bem vindo ao nosso país gay!
Para quem entende inglês, há esse documentário interessante sobre o mundo secreto gay de Teheran.
Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais? Vote na enquete do SenadoFederal.
Está ocorrendo uma verdadeira batalha por votos e os evangélicos estão em campanha para ganhar essa enquete simbólica, mas que trata de uma lei que está na pauta de discussão. Já estiveram na frente, mas reagimos e no pau-a-pau passamos para 4 pontos percentuais a frente. É pouco, mas considerando nosso país, é até aliviante.
Deve a descriminação contra gays ser tratada com o mesmo rigor que contra negros, judeus, mulheres? Um dilema em tanto para nossa sociedade pois pode influenciar decisões importantes em diversas esferas, até mesmo do poder público de descriminar casamento gay, gay no exército, etc.
Afinal, tirando aquelas pessoas que vivem a sexualidade 24 horas em primeiro plano, é uma questão íntima e pessoal que não deveria influenciar nada na vida de uma pessoa. Não deveria, mas... Pois então....vote!
Se há uma marca brasileira de cuecas que se destaca entre os gays é a Lupo. Eu mesmo tenho Cavaleras, Red Noses, e Speedos, alem de várias meias. Já dei de presente cuecas Lupo pra namorados e tenho certeza que você também.
Pois fiquei sabendo que a Lupo patrocinou um filme gay! Que máximo, não? Decepcionante foi saber que, após os realizadores exibirem o curta-metragem Páginas de Menina, um filme de Mônica Palazzo, ao patrocinador Lupo, este não gostou nadinha de nada. Parece que o vovô, dono da empresa, não gostou de associar sua marca a um filme sobre duas lêsbicas. (alias, marca preferida de cuecas entre as lésbicas que conheço.)
Pediram para retirar a logomarca do filme e trancaram a última parcela do patrocínio. (péssima coisa a fazer a um realizador, como um soco no estômago.)
A película estava impressa com a logomarca e os realizadores não arcaram com uma copia nova. Ficou o DVD e o site do filme sem a identificação do patrocinador. O trailer no youtube ficou com a logomarca Lupo.
Páginas de Menina ganhou o prémio de Melhor Curta-Metragem no 18o Melbourne International Queer Film Festival e foi exibido ao redor do mundo.
Mesmo assim, broxei um pouco com a Lupo. Achei uó e uma falta de consideração para com todos os consumidores.
Puts, é foda...muito foda. To passado, de cara, espero que minha mãe veja, mas longe de mim! Vejam, sim!, podem ver, pois nunca viram nada igual. Bem, talves no Pânico na TV!
O cinema estava com ocupação baixa para um sábado, não sei se pelo preço salgado(R$ 19,00). De cara começa a bixa pintosa a falar e não para mais, como se fosse o outro lado esquizofrênico do Borat, o macho escroto odiado pelas feministas, a agora bixona cara-de-pau Brüno é o ódio encarnado dos machistas.
Sacha Baron Cohen confronta a sociedade fundamentalista com um personagem fundamentalista para novamente mostrar o quanto todo esse fundamentalismo é besta, hipócrita e muito baseado no próprio umbigo alienado ... da até a impressão de que somos todos alienados mesmo.
Durante toda a exibição fiquei um pouco constrangido com aquele comportamento excrachado da Brüno, fiel até na inconveniência, parecido com alguns personagens gays que já deparei na vida.
Mas, parece que, acima de tudo, o que estava em cena era o confronto a conceitos dogmatizados da sociedade, talvez merecendo mesmo ser confrontado, talvez pelo bem geral. Todas as cenas me fizeram refletir bastante. Por trás das imagens esdrúxulas é possível entender que o argumento de Brüno vai além da comédia grosseira feita de choques estético. Brüno, como Borat, quer tirar as máscaras de todos nós, inclusive dos gays. Reflete questões legítimas como direitos humanos, direito das crianças, intolerância religiosa e estética, exploração de menores e trabalho infantil, futilidade de consumo, racismo, mercado de trabalho, exploração de imigrantes, enfim, cada seqüência do filme tinha lá seu hummm.
Um registro desta nova era do mundo onde o homo sapiens sapiens de pensamento opressor (social-moralista) é obrigado a ver o homo sapiens sapiens estranho que desejaria que nunca tivesse saido do armário. O orgulho de seu ego é ferido, sua insegurança aparece. Mas, enfim, é uma realidade cada vez mais comum na sociedade contemporânea, seja aqui em Taguatinga ou entre os chineses Han e os chineses Uyghur, neste universo cada vez mais mix(ante).
Para mim, mais do que uma comédia, Brüno, como Borat, é um documentário contemporâneo ... contemponaneosíssimo.
Dei uma choradinha agora ao ver esse curta-metragem sutil e belo sobre a relação pai-filho. (Valeu Mélker por ter postado) Sou pai de primeira viagem e não é fácil nem ser pai e nem ser filho. Missão para a vida toda, sempre merecedora de atenção redobrada para não cometer erros incuráveis.
Sou dos que acreditam que a “psicóloga” Rozângela Alves Justino merece apoio por seu esforço com pessoas de comportamento homossexual insatisfeitas e que buscam reversão à heterossexualidade. Tirando todo o bull shit religioso asqueroso, nojento, tosto, brega, cafona do qual não acredito, acho que ela deve ser livre para pregar o que deseja, contudo, sem o aval da psicologia. Sem o título de psicóloga, ela pode fazer o que bem entender.
O lance é quando uma crente utiliza-se de um diploma e agrega conceitos morais religiosos para criar uma terapia. Acho até que psicólogos de verdade poderiam orientar gays que desejam não sair do armário nunca, uma terapia baseada em análise, exercícios mentais e conscientização sobre o tema. O título de psicóloga de Rozângeladeveria ser caçado imediatamente por ela usar-se dele para propagar o medo e a vergonha, com interpretações muito pessoais de moral religiosa, como se fosse ciência.
Ninguém deve ser obrigado a aceitar a sua tendência homossexual e tornar prático seus desejos “imorais”. É uma escolha que merece todo respeito e apoio, uma decisão legítima, como a própria escolha de assumir merece respeito e os apoios psicológico e religioso.
Tenho vários amigos que decidiram reverter ou frear ser gay virando “neo-heteros”, na maioria das vezes com apoio da religião e da família e de amigos heteros. Compreendo e apóio todos eles, desejo que conquistem a felicidade nesta luta pessoal. Todos eles não vejo há muito tempo, como parte da terapia é cortar relações com o universo GLS, inclui-se os amigos gays.
Não é raro ver opiniões de gays descrentes da felicidade que esta vida pode proporcionar. Há muita infelicidade quando o tema é apresentado à família e amigos. Somos criados para reconhecer apenas um padrão de vida como ideal e moralmente aceitável e quando nos encontramos contra a maré é realmente um mar para remar, ainda mais num país que cultiva uma "cultura de massa" padrão estilo "A Grande Família". A luta perdura por toda a vida e a grande batalha é a interna. Os fortes são aqueles que se libertam, assumindo ser gay, ou os que guardam a sete chaves esse desejo?
Mesmo assim, a vergonha impera geral, obrigando até aos mais resolvidos a não viver plenamente a felicidade e compartilhar as alegrias do cotidianos com quem ama, eventualmente segregando a própria existência na sociedade e escondendo partes fundamentais da vida com a família.
Contei pra minha vovó recentemente, ela tem 87 anos, pois achei que ela merecia saber, era um direito existencial. Vivendo quase um século, ela viu o mundo se transformar, em todos os cantos, e não seria justo passar por essa novidade minha e não saber. Sou o único gay na família toda.
Em cada família há uma forma de encarar as diferenças, a minha só pede descrição comportamental (por isso não sou afetado, até agradeço!) e respeitando-me possibilitou que eu seguisse com saúde e equilíbrio. Mas, em muitas o sofrimento causado pela opressão à individualidade supera a tortura psicológica, levando pessoas que poderiam ser imensamente felizes e produtivas a viver num regime de escravidão psicológica e comportamental, deprimentes e com medo de sair do quarto. Esse tema é espinhoso, pois a saúde mental neste país é o que menos importa culturalmente.
Não é para qualquer um ir contra a corrente social, seja ideológica, estética, religiosa ou comportamental. Enfrentar a sociedade para viver uma realidade própria, autêntica e honesta para consigo mesmo, pode ser muito perigoso. Sempre houve essa guerrinha fundamentalista contra aos estilos individuais de vida, contra o humano aparentemente direfente. Faz parte do instinto humano rejeitar o diferente, até mesmo comfronta-lo, é a base do preconceito e do ódio racista. Mas a evolução da vida está a cargo das diferenças, e é o diferente que sobrevive às adversidades do tempo.
Hipócrita é mesmo os povos que no passado foram oprimidos e massacrados e hoje esqueceram disso e partem para a repressão, em nome da sua própria verdade. Enquanto isso, um doido entra num centro de apoio a jovens gays em Israel e mata dois adolescentes, ferindo outros 10.
Há algum tempo estou querendo escrever algo relacionado à imagem acima. Esse artista é incrivel, sou um grande admirador. Enfim, parece que hoje encaixou direitinho com o que quero escrever.
Sou capricorniano e desde que comecei a ler sobre meu signo tenho percebido o quanto sou capricorniano nato, me assusta perceber isso pois sempre fui cético (faz parte do capricorniano ser cético). Tipo, como dizem, posso ser frio o suficiente até para com meus próprios sentimentos e carrego a vida estrategicamente. Quero ser grande, sou um líder nato, não ‘guento ser mandado, sou orgulhoso e egocêntrico, incapaz de aceitar o fracasso, prefiro definir a perda e o erro como um grande aprendizado. Confesso.
Quando descobri que estava namorando um Escorpiano, fiquei muito cauteloso, como se eu descobrisse no meio da noite que eudormia com o inimigo. Eles são o que mais me assustam e me atraem, o inimigo sempre me atrae.
Minha irmã é escorpiana. Até hoje ela não confia muito em mim, me trata como um estorvo estranho, e só depois de muito tempo na União do Vegetal é que foi abrandar a raiva que tinha por mim em seu coração. Passamos a nossa adolescência a socos e pontas-pé. Orgulho é algo que ambos tempos, e talvez seja essas características em comum que nos fizeram ser tão competitivos um com o outro.
Todo escorpião que encontro parece ter essas características, cismam comigo, faíscas rolam, agente se bica, mas algo nos segura, um respeito de dois seres de dificil temperamento, de gene complicado. Tenho varios escorpiões amigos, colegas de trabalho, com raras exceções, são muito iguais.
Será possível namorar alguém cujo signo sempre foi seu inimigo existencial? Sabendo que meu namorado é escorpião me fez compreender muito de seu comportamento frio, sua capacidade de magoar sem nunca pedir desculpa ou mesmo perceber, seu jeito de desprezar e seu orgulho em primeiro lugar. Apesar da paixão e do sexo, seguimos sempre nos bicando, briguinhas aqui e ali, desconfiança e tal. Adoro insistir em algo só para não falar que não tentei. E parece que tenho uma atração pelos escorpiões, que não são fáceis e que, talvez pelas dificuldades que me apresentam, me cativam ainda mais a tentar um relacionamento impossível dar certo, acho mais emocionante, a vida é muito chata sem eles.
Ah, sim, terminamos, por enquanto, mas só por enquanto. Acabei fazendo merda, falando merda, e, incapaz de mentir, cutuquei o orgulho dele e gerei a desconfiança que um legítimo escorpião tem do cabra esperto que sou.
Escorpiões não se cutuca com vara curta.
Segue um link para o HORÓRCOPO MALDITO. É bárbaro, é fan-tas-ti-co! (tchan!). rsrsrsrs, ri muito, indispensável, crendo ou não crendo, tu tem que ouvir isso!
Publico a seguir um poema que um amigo dedicou a mim quando deixei São Paulo.
Sempre nos separamos, mas sempre nos reencontramos para descobrir o quando nossa vida é especial. Te amo muito amigo e aguardo anciosamente nosso encontro. Quem sabe como o último, inesperadamente andamos lado a lado, como estranhos com pressa na Av. Paulista, depois de 2 anos sem nenhuma palavra dita. Eu indo para a balada, tu fugindo de uma. Coisas acontece pois tem um sentido, e graças a deus nosso sentido sempre foi o mesmo. Bejos e seja bem vindo ao Blogspot.
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Quando ao longe podemos ver O que um dia foi presente Despertando alegrias e prazeres De uma relação viva e saborosa De pura amizade Encontros para sorrir, desencontros para refletir Mas o coração sempre batendo a mesma melodia Quantos minutos e horas sua voz falta fazia Olhando uma história completa de sorrisos Tristezas pedindo colo em jardins floridos Faz o orvalho replicar fases de novos ares Trazendo de volta o abraço em nossos lares Esperança no lugar do livro na cabeceira Compartilhar carinho, a coisa certeira Livre como um passarinho Que precisa voar para olhar de cima seu caminho Mas ao certo que chegarás no lugar certo Em busca do sonho que está tão perto Sempre estarei aqui, segurando em minha mão A amizade que perpetua em meu coração A frase que diria a você? Do que vale a beleza de teus olhos se eles se fecham quando dois lábios se beijam ,as vezes desprezamos quem nos ama para amar quem nos despreza Leia isso para combater quando existir alguma fraqueza.
Ontem fui à 12a Parada do Orgulho LGBTS de Brasília que, segundo a Policia Militar, reuniu 12 mil pessoas. Só não foi lindo por que os gays lindos de Brasília boicotaram a caminhada pela Asa Sul à Explanada dos Ministérios. Preferiram ficar em casa ou ir para a festa “Pool” da Lili (outra festa das Barbies) no Bay Park, inclusive meu namorado. Eu prefiro festa de graça.
Mas, foi muito emocionante. Quatro trios elétricos ao som do mais gritante bate-cabelo levaram a multidão ao delírio e conseguiram PARAR TUDO! no centro de Brasília. Demos uma volta inteira na Rodoviária, algo inusitado, na intersecção essencial para fluxo de toda a cidade. Obrigamos muita gente a ficar algumas horas em seus ônibus e carros para engolir nosso grito de orgulho.
Interessantíssimo foi ouvir do som de um carro uma mulher dando ordens à PM para liberar passagem (“PM, agente tem autorização para dar a volta na Rodoviária! Motorista, pode seguir em frente!). Tanta moral deve ser por que o evento é patrocinado pela Brasília Tur, uma empresa que anda canalizando grande parte da verba destinada à cultura da cidade e de propriedade do Vice-Governador Paulo Otávio, manda-chuva de Brasília, alguns diriam o Rei de Brasília, dono de tudo e marido da filha do Juscelino Kubitschek. Na moral.
Falando em cultura, senti falta da própria diversidade da comunidade LGBTS. Vi quase nenhum Bear/ Urso, pouco das Lésbicas, tímidas Barbies, quase zero de Príncipes e Bissexuais e as Transex estavam muito pouco glamurosas. Quase nenhuma faixa deles. Tanto bate-cabelo só poderia mesmo atrair as bichas bate-cabelo, que foi a grande público presente, a periferia corajosa, longe de casa, que se tivessem tocando Calipso super se sentiriam em casa. Só tinha bate-cabelo.
Nada contra Beyonce bombando no coração de Brasília (foi fantástico!, alias, bem na hora que entramos na Rodoviaria, a pista de dança mais loca do mundo). A única coisa que eu ouvi de diferente na trilha sonora foi que colocaram duas músicas da Ivete Sangalo, que também não deixou de ser um bate-cabelo. Que bom que a música brasileira teve essa becha e que bom que a Ivete foi a representante.
Eu que já fui à Parada de São Paulo umas 6 vezes posso dizer que a de Brasília é muito mais civilizada. Não vi gente passando mal, gente bêbada caindo no chão, hétero caçando seila-oque e manos prontos para um bate-carteira. Era só sorriso. Houve até amigo reclamando a falta de cerveja, mas eu agradeci. Ninguém merece.
Enfim, fui para me divertir e também para agregar meu grito de liberdade à esse movimento. Refleti muito sobre o motivo daquilo tudo, como sempre fico filosofando, e reconheço a importância de uma vez por ano agente botar a cara na rua, em massa, e gritar nossa existência, principalmente na capital do pais. Não posso julgar quem não foi, mas parabenizo a todos que foram. O orgulho é mesmo difícil de ter, com tanta segregação e preconceito na cultura brasileira, mas é essencial para quem quer viver a liberdade. Lindo mesmo é ver meu pais caminhando em direção à liberdade.
Creio que estou namorando. Não tenho certeza, mas está num grau de intimidade que não posso deixar que sentir que tenho um compromisso com ele. Estamos nos vendo quase todos os dias e já passamos por várias etapas que podem se caracterizar como um namoro. A última foi revelar nossos defeitos e eu, que tenho alguns, contei dos meus 07 erros. Sete porque prefiro não agregar os mais recentes à lista, ainda.
Todo mundo tem seus erros físicos e psicológicos, algumas pessoas vivem atormentadas por isso, outras nem ligam (ou fingem), mas eu sou daqueles que carrega amargurado, com a esperança de no futuro ter dinheiro para corrigi-los, os quais vivo tentando esconder. Sempre acho que meus pés-na-bunda foram frutos deles e que ninguém teve coragem de dizer a verdade.
Mas o estranho foi que meu namorado disse o que ele acha ser meus defeitos, as coisas que mais o incomodava em mim. Nenhuma de suas observações estavam na minha lista de preocupações. Pelo contrário: cheiro do meu pinto, que pessoalmente acho cheiroso, adoro, e um mal hálito que eu não sabia que tinha, mas que tem haver com uma infamação na garganta...rs...nojento, né.
Fiquei bem sem graça. Era por isso que ele não me beijava tão afoitamente como antes e que não estava me chupando mais. E eu achando que ele não gostava, que era do tipo Leonardo Di Caprio (que não gosta de beijar). Mas, mesmo assim, ele não ressaltou nenhum dos meus defeitos antes diabolicos.
Saquei que era uma oportunidade, que era na verdade um voto de honestidade. Simples coisas que eu podia cuidar mais. No dia seguinte já tinha feito os ajustes necessários (comprei um Listerine, uma maquina de cortar cabelo e um sabonete íntimo feminino [super funciona, diminui a umidade da glande...rsrsrs] e parece que ele gostou muito!
Nunca namorei, sinto, e tudo isso é muito novo, essa intimidade de dizer pro outro o que pensamos... Confiança e sinceridade ele até agora tem me prezado, rezo que perdure. Gosto muito dele, meu príncipe perfeito de vários defeitos.
Me cuidei para ele, mas não tive coragem de dizer o que eu queria nele mudar. Estou me perguntando: será que estou pronto para namorar? Empaquei ai.
Ah! Para quem me acompanha ... se é que alguem me acompanha ... ele é o menino bêbado da balada das Barbies. Dei uma chance pro garotin, lindo demais para não dar uma segunda oportunidade. Não se deve julgar a pessoa por seu estado de inconciência.
Brasília precisa de um novo herói para substituir Lula e o PT. Um herói com ficha limpa e que tenha a habilidade para gerar ao Estado governabilidade.
As eleições estão chegando e os candidato todos já sabem quem são. Nenhum vale a pena mencionar aqui. Talvez Aécio, um coroa gato.
Hoje às19h00 vai ter um apitasso no Senado. Se eu conseguir correr cedo, boto fé que eu vou dar uma passada lá.
Movimento Pacífico #FORA SARNEY. para tentar expelir esse dinossauro e pressionar por um Vice-vice-vice-presidente menos (...) e mais eficientes e éticos.
Gostei do argumento da Roseana Sarney: "É melhor ter um culpado só, do que 81 [senadores]".
Esse final de semana foi um daqueles que por um bom tempo não esquecerei. Antes que eu esqueça, pois sou maconheiro, vou contar como foi a festa das barbies que fui aqui em Brasília.
Não sou muito de ir em festa de barbie. As barbies, para quem não sabe, são os caras identificados como “bombados”, que tiram a camisa na pista dança ao som de Tribal, uma batida eletronica de índio (tunts turuntuntunts tunts turuntuntunts tunts turuntuntunts). Não curto tribal, prefiro um hard-tech, eu mesmo estava mais na vibe de um minimal. Mas um boyzinho que conheci na internet, um novo príncipe, quem sabe, me chamou. Havia até outra festa rolando que prometia Komka e Rita Cadilac. Como sou um besta por boys, fui sozinho pra festa das barbies.
Chegando lá, dei de cara com o tal boyzinho atravessando a pista ainda semi-vazia, cambaleava com uma amiga. Quando o chamei, mal me deu atenção, me abraçou mole e seguiu pro banheiro. A festa nem tinha começado e ele já estava bêbado. Encontrei-o novamente, lindo, quase inconsciente, no banheiro feminino, com as pálpebras roxas, pedindo para o povo que o acudia, deitado na banqueta, para deixa-lo dormir em paz.
Já que me restava a pista lotada de gente que eu não conhecia, tomei meio doce para animar a minha festa. Foi ai que o tempo passou tranqüilo, eu sorrindo sempre e sem ter ninguém para rir com. Adoro “doce”, mas foi meio agonizante não ter um bom amigo por perto.
Renato Cecin, o DJ da The Week estrela da festa, foi quase um marasmo, parava toda hora a musica, trocava o ritmo e totalmente atrapalhava o flow do eletrônico . DJ ruim de doer.
Foram 12 horas de festa e o melhor DJ foi logicamente o último. Passei a noite a observar o comportamento daquela sociedade que, infelizmente, mesmo com tanta pose e oclão Prada, mais pareciam Chester Perdigão prontos para o abate. A pista, alias, cheirava a peido, efeito da “bala” que todos tomaram.
Pausa para comentar sobre um deus grego que apareceu na festa. O cara tem uns 1.90 de altura, forte, modelo, anda rodeado por outros 3 lindos. Belo, todo mundo olhava para ele. Tenho a teoria que é tão ruim quanto ser lindo demais. Percebia que ele repousava dobrando o joelho para não se destacar ainda mais, tentando chegar à media 1.76 da pista. Mas não adiantava, lindo demais, a pista dançava pra ele. Ele logo foi embora, acho que a paciência esgotara, saiu umas 4 da manha da festa.
De repente, as 7 da manha, chega um amigo de longas datas, Diego, bicha pra todas as horas. Ele adora bafo, adora pegação, e agente ri muito no contraste que somos um do outro. Eu sempre mantenho a pose, faço a linha hetero, não cato ninguém, tenho preguiça da pegação. Tem que ser muito lindo/inteligente pra me conseguir um beijo. Por ele, ele beijava dois, três. Ele ficava toda hora falando que os cara me olhavam e perguntando por que eu n me jogava, bicha. Eu disse a ele que eu adoro freqüentar a fubazera, mas que eu não sou fubá.
“Bicha, se eu conseguir uma bala, você toma comigo?”. Respondi que eu tava com medo, nunca tinha misturado ”bala” com “doce”. De repente chega a bicha com meia bala e tuff na minha boca. Bicha, fiquei fritando até meio dia na pista, quase o último a deixar a festa, sai agradecendo ao DJ pelo melhor set da noite.
Entre esse tempo de 12 horas, acho que dei uns 7 foras. Enquanto eu ficava e a festa esvaziava, mais as pessoas ficavam prestando atenção em mim: o único gatinho solteiro que persistia, um cara estranho que ficava sozinho, rindo e sorrindo. Eu, sempre simpático, conheci umas 15 pessoas, fiz um amiguinho e uma inimiga. Teve uma hora que uma bicha velha veio puxar papo, disse que tinha 50 anos. Entrei num discurso da liberdade sexual, no quanto sou grato à luta dos anos 70 e 80 e o quanto desejo a felicidade daqueles que sofreram na repressão dessas épocas e que aproveitam essa liberdade conquistada com duros e árduos blábláblá. Quando eu vi a bixa tava abrindo a carteira me oferecendo dinheiro. Mó baixa astral.
Ai percebi o quanto a noite gay é fubazeira, o quanto esse povinho é ignorante, desesperadamente carente e imersos na cultura de consumo exaustivo e no descartável das amizades e dos sentimentos. Vi uma menina tendo epilepsia e seus amigos discutindo quem levaria ela no hospital ... ninguem queria ir. Vi uma drag no banheiro batendo num bêbado. Vi um rolo e papel higiênico jogado na privada com o chão mijado. Vi gente beijando a 4, vi o namorado de um dando em cima de mim, vi gente vomitando e um trio transando no dark-room improvisado. Vi uns meninos de rua pendurados num muro observando aquilo tudo, meio pasmados, meio rindo entre si, enquanto cheiravam cola.
Enquanto isso, me divirto no fubá dos outros. Só me faltou um óculos escuro, item indispensável para quem quer ficar até depois que o sol raiá.
A morte de Michael foi chocante por que ele era um rei contemporâneo. Ele foi o primeiro Obama. Acho que o mundo inteiro ficou triste, até os talibans, Michael era universal. Que vida louca que esse cara levou. Tadinha da bicha.
Viva à memória de Michael Jackson, viva sua musica, cheeres to all his funcky, groovy, hip breaking moves.
Estou meio deprimido, mas achei esse vídeo que aliviou bastante e me fez sorrir.
Como dizem os heteros, vida de gay é pilar bosta. rsrsrs. É duro falar isso, mas é quase verdade. A gente meio que supera esse fato, destraumatiza e com o tempo conhece as manhas para driblar esse pequeno grande problema fisiológico. Como evitar um cheque-mate? Conheça os milagres do chuveirinho. rsrsrs.
Credo. Não estou pronto para entrar nesses detalhes.
Bem, divirtam-se. Achei lindo esse clipe, na real. Esses caras estão de parabens.
Fico bastante tempo analisando minha existência, refletindo sobre o fluxo das coisas, buscando desde o funcionamento das células às forças invisíveis que movem a vida e o mundo explicar isso tudo que somos nós, a realidade, o tempo. Percebo que muita coisa é padrão e que as coisas se repetem por que quase tudo é copia de alguma coisa. Assim como somos mamíferos e, assim como todos os mamíferos, mamamos, temos dois olhos, nariz, uma boca, unhas, etc, sou homem e acho que metade de meus atos estão enraizado por milhões de anos de homens que me antecederam.
Homem é tudo igual.
Como ter mais chance com um cara legal? Bem, depende muito no como conheceu, onde, quando, em quais circunstâncias sociais, em que bate papo, balada, quem era o ex e quanto tempo essa pessoa já ta rodando por ae. Mas vai a dica: não liga todos os dias, não fale muito de si mesmo, não sorria demais, não diga que ele é lindo, nunca além de duas vezes por encontro, não fale do seu passado amoroso, não revele suas reais intenções de namoro, não transe no primeiro dia se quer namoro, de preferência espere o terceiro, use o silêncio a seu favor, espere que ele puxe assunto, não domine todos os assuntos, não deixe gozar na sua boca tão cedo, use sempre camisinha, não olhe demais nos olhos dele, finja que a vida não faz diferença com ou sem ele, finja ter amor próprio, finja ser misterioso, não perca seu tempo no msn com ele, de preferência exclua sem bloquear, seja gente boa sempre mas, demonstre que é impaciente com esse jogo todo, não dê presentes antes dos dois meses, esteja sempre a disposição mas procure recusar as vezes, sinta-se mais gostoso que ele, quando a vontade bate, não liga pra ele, se masturbe, e, de preferência, se ele for um príncipe mesmo, tenha um outro carinha a disposição para nas horas de carência esmagadora você ter um lugar pra fugir da sua mente apaixonadamente tosca. Ah, dar um gelo é sempre bom, gelo no cu é rola, eles adoram.
Tem até aquela piadinha: “O que acontece no segundo encontro de duas minas? Elas mudam para um apartamento. E no encontro de dois caras? Resposta: Que encontro?”
Contos de fada é estorinha de hetero. A nossa está mais próxima dos deuses gregos e suas intrigas de poder e ego no Monte Olimpo.
Sinto dizer que metade de meu blog é de tristeza. Não é fácil viver, há escritores que desejam nunca ter nascido. O grande sofrimento que carregamos até o fim da vida é o amor, tido ou não tido.
Amanhã é dia dos namorados. Tive a oportunidade uma vez na vida de namorar esta data, uma experiência única de paixão mútua que representa toda a minha referência de um namoro perfeito. Um dia de presente, beijinhos e sexo com total entrosamento. Há uma década não tenho isso.
Hoje recebi um fora de alguém que imaginei ser quem eu tanto procurava. Mais um, menos um, sigo sozinho para esta data em que tudo aperta o coração, o dia que agente percebe o quanto é lindo ou triste viver.
Que louco isso que estou sentindo. O oposto do dia perfeito, minha mente só pensa em merda, meus olhos levemente lacrimejados, enquanto sinto todas as batidas do meu coração, fitam pontos vagos de minha casa ou as linhas pontilhadas vindas de postes no horizonte de Brasília. Me sinto sozinho, mas tenho tanto! Como pode uma pessoa sem fazer nada acabar comigo assim?
Sou um eletrônico grunge. Minha alma está chorando hoje. Vou ver se encontro uma balada eletrônica para entrar num transe, não conseguir pensar em nada, ficar chapado, fechar os olhos, viajar na sombra de minhas pálpebras cerradas e flutuar na batida da luz do eletrônico. Quem sabe não esbarro num "G Thang".
Como diz Dr. Dre, "so just chill to the next episode."
Achei interessantíssima uma entrevista com a filha de Raul Castro, atual presidente de Cuba e irmão del comandante Fidel. Mariela Castro é sexóloga, diretora do Centro Cubano de Educação Sexual e ativista LGBT na ilha, cujos direito à liberdade individual por muito tempo é uma mistura de machismo bruto com um treco geriátrico esquizofrênico revolucionário.(Fidel já declarou que homossexualidade era uma “perversão burguesa” e que não havia gays na ilha.)
Já foi muito pior morar lá para os gays, coisa de trabalho forçado às bius em campos de re-educação/concentração. Ainda é ilegal, um crime que pode levar a 2 anos de cadeia se alguém for viado em público. Mas, há esperança por uma revolução na ilha revolucionária, dizem que até mudança de sexo será garantido pelo estado. Cuba, de um pais escroto, passaria a ser o mais liberal e avançado no assunto da diversidade sexual na América Latina.
O mundo muda, pena que demora tanto tempo e as vezes depende de tanta gente morta, humilhada ou segregada para alterar o curso da história.
Clique abaixo para assistir à entrevista, infelizmente só em inglês. É antiga mas os detalhes são impressionantes.
Estou apaixonado. Completamente. Tom, como chamarei ele, é o cara mais lindo e gente boa que conheci na vida! E pensar que ele existe logo em Brasólia, terra do zé ninguém!
Parece que tem uma imagem dele tatuado em minha retina que não paro de pensar nele, sonho e acordo com saudades. Liguei ontem a noite e parece que não errei em fazer isso, conversamos sobre nosso dia e ele agradeceu a atenção, rimos bastante. Ele é tudo o que eu sempre procurei, alguém diferente de mim, mas que de tantas curiosidades em comum, meu coração bate como por um irmão perdido há tempos.
Tem sido uma terapia não escorregar na minha própria casca de banana. Eu sou um mestre daimpulsividade, diversas vezes vou rápido demais ao fundo do pote, assusto, fico nervoso e acabo falando ou fazendo alguma merda que mela tudo. Mas, estou como nunca antes pronto para namorar, desejando um compromisso sério e procurando na alma a paciência necessária para agüentar esse jogo de cativar sem ser pedante, cultivar sem encher o saco.
Estamos há 3 semanas em contato contante e encontrando pessoalmente uma vez por semana. Um pouco agonizante, eu acho relacionamento por msn um desastre contemporâneo. Mas, ele parece que tah fazendo dois cursos e ainda se curando de um relacionamento traumatizante. Toda vez que nos encontramos, conversamos horas sobre tudo, meio que uma sabatina de gostos e curiosidades individuais, meio que umdialogo filosófico sobre tudo e a vida.
Espero que dê certo, estou conservando os meus orgasmos para dividir com ele. Será que vou finalmente amar alguém e ser amado?
Um cara me peruntou em que mundo eu vivia por eu não conhecer esse video. Achei meio bobo, mas é fofo ver o Zack Afron assumindo sua sexualidade, pelo menos na ficção da ficção.
Estou arrazado, querendo jogar meus genes no lixo, parar no tempo, hoje sonho como nunca antes por um avanço fantástico na medicina capilar!
Não entendo como alguns caras conseguem viver com isso! Esconderem o desespero?! Para mim, tem sido uma premonição que há tempos me amedronta. Andei percebendo uma certa queda enquanto tomo banho e rezava para que fosse natural e substituível. Há meses faço uma massagem indicada por um salão, movimentos circulares de baixo pra cima que melhoram a circulação dos vazos sanquineos na raiz...
“é, parece que ta meio ralo mesmo..” disse meu cabeleireiro hoje cedo, estragando meu humor do dia, passei a tarde triste e o dia com a imagem da careca que herdarei do meu pai.
Por que é tão drástico esse fato da vida? Será que é por eu ser um narciso? Qual é afinal a ligação que meu sentimento de virilidade faz com esta queda progressiva inevitavel? Nãoseria por excesso de testosterona o principal responsável? Estaria eu batendo punheta demais?
Sei que tudo isso se dá pela minha preocupação estética em acreditar que tenho que ser como os Bel Amis que tanto idolatro para conseguir um príncipe na minha vida. Confesso que já dei fora em cara pela simples tendência que tinham, agora me vejo como próximo alvo de rejeições...buuuaaa. Será que eu careca vou ter que prospectar um príncipe careca também?
Amanhã irei comprar shampoos anti-queda, fortificantes, etc. Talvês chegou minha hora ... mas pelo menos malho, sou gostoso, um pré-careca gostoso.
Engraçado, meus únicos dois namorados são carecas....
Ontem fui na pré-estreia do novo filme da Zazen Produções, “Garapa” de José Padilha, um novo soco no estômago da galera do Rio que adora extrair da crua realidade brasileira algo emocionante de se ver... (fizeram Estamira, Ônibus 174, Tropa de Elite).
Este filme, difícil de assistir, em preto e branco, de cortes secos, cru, som direto sempre e sem musiquinha, é honesto até com a mosca que pousa na lente. Garapa, alias, é o caldo de água suja com açúcar cristal servido às crianças quando a cesta e o leite acabam.
Uma das coisas mais sinistras que já senti na vida foi fome. Tentar dormir sem ter comido nada durante o dia, o estômago ruído por uma azia vingativa enquanto observava as luzes da cidade com minha vertiginosa dor de cabeça ... era comum passar por isso em São Paulo.
Diversas vezes achei preciso resistir até a última fome, como se flagelando meu corpo fosse aproximar meu sofrimento a um aprendizado, uma experiência existencial de sobrevivência independente, uma chance de viver no limite do “não ter que ter e pedir”. Um orgulho que durava pouco, pois lá ia eu no caixa automático às 2 da madrugada no postinho comprar Doritos. Graças a deus tive mamãe para ligar e pedir um trocado pelo bb-online.
Será que minha realidade se compara à desse povo de secas e esgotos, desprovidos de qualquer qualidade de vida? É estranho tocar o pé nesse chão sujo enquanto nos preocupamos com tantas coisas inúteis à sobrevivência, tenho o suficiente para cuidar só da qualidade de minha vida. Benza Deus ...
A divulgação desse importante registro é o que eu posso contribuir de imediato. Mas, a conscientização é algo que carregarei para o resto da vida e pretendo disseminá-la.
...muito tempo que não escrevo. Tenho todas as desculpas do mundo, trabalho, fadiga, falta de tempo, puro esquecimento ou desprioridade, enfim... Mas ainda quero manter vivo este mundolouco, postar mais imagens e ter esse espaço escape de pensamentos loucos demais para serem verdade.
Acho que estou vivendo a melhor fase de minha vida! Tenho até medo de reconhecer “so much blessing”(tanta benção) e um carro de repente me pega enquanto atravesso o Eixão ... ou um vaso cai do parapeito de algum apartamento no exato instante em que eu passo por baixo do prédio.
Sempre achei que vivia no fundo do posso, até que o fundo começou a me parecer familiar. E, seila, deu até tempo para pensar na vida, no universo, na existencialidade de nós seres terrenos. Olhava para cima e via uma luz que poderia ser tudo...
Sinto que Brasília não é nada mau para morar, pelo contrario. Um cocozinho verde do cerrado? Um jardim em forma de avião cheio de gente, um micro-universo que acontece aos poucos com políticos, empregadas, um flamboyant cheio de beija-flores na minha janela. Só sei que entre um serviço e um encontro social, tenho tido tempo demais para pensar na vida. E é bem isso aqui, muito horizonte pra pensar na vida, a 60 kilômetros por hora, um jardim que passa, outro, depois outro.
Um príncipe do passado voltou a me ver e, mesmo ele confessando estar com a mente em outra pessoa, acho que não é tão mau estar mal acompanhado por um príncipe. Ainda mais nessa tediante aristocrática sociedade brasiliense. E talvez tenha sido ele quem descongelou minha vontade de reescrever. Dizem que para escrever é preciso ser infeliz, que a satis-felicidade é um deserto para a mente criativa. Volto ao meu antigo eangustiado estado de incertezas do coração.
BRASÍLIA é mística, ampla, complexa, organizada, um oásis no meio da sofridão do cerrado. Aqui tem de tudo, um pouco de todos os extremos nacionais, até doses de cantos internacionais. Brasília é o futuro presente, a grande metrópole do mundo, jovem, no berço dos seus 50 anos, rodeada por impressionantes belezas nacionais. Poética por natureza, se esconde da sua própria ignorância de ser um Brasil à parte. Contudo, Brasília é o resultado antropofágico de tudo o que é ser brasileiro, de todos os brasileiros.
Hoje fiz um sobrevôo pela cidade de helicóptero, coisa mais linda do mundo. Amo Brasília, gostaria que fosse exportada para todo o Brasil. Não tem as melhores baladas, as pessoas são meio frias, o clima é desértico metade do ano e o custo de vida é caríssimo. Mas, quando chove, um arco-íris sempre presente convida o coração a reconhecer que foi projetada por um gênio (Lúcio Costa) para ser um paraíso modernista na Terra, no coração do Brasil. Melhor lugar do mundo para viver ... aposentados ou pensionistas.
Esteve em São Paulo, no clube Glória, o bofe mais escândalo e escândalo de nossa era. Não bastasse ser gato e gostoso, eu que adoro rap tenho que elogia-lo. Um rapper branco que gonga 50Cent e de Nova York bota pra quebrar mundo afora com a RuPaul e a Amanda Lepore, se não bastasse parecer com Justin TImberlake e Emenem ao mesmo tempo, faz um rap do bom. Uffa. To falando de Cazwell, icone pop gay atual. É, existe mesmo. “boy, get your white ass over here!”
Segue um video-documentário que "revela" ele e o clipe "I Seen Beyonce At Burger King" que tira um sarro da Beyonce (chama ela de gorda? Pobre? Rampera? Truquera?), apesar dele dizer que adora o som dela. Enfim, realidade é uma coisa, comercio é outra. A musica é meio engraçadachatinha, mas palmas pro garotão.
Se tem algo em São Paulo que é insubstituível, além do Tietê podre, o trânsito e a neblina de fumaça, é a Virada Cultural. Queria muito estar lá agora e não estou ... enquanto isso frito sozinho no meu quarto improvisado fumando um California Red (baseado puro) que ganhei da minha prima... navego por blogs e canso minha vista ao som de Pedro Bueno num set freneticamente lisérgico alucinante ... lembro de minha última viagem de doce, na Virada Cultural 2008. Foi lindo...
Luigi Y Luca, Dis moi ce que tu penses, moi j'aime aussi l'amour et la violence
Luigi Y Luca, Today in Puerto Vallarta Mexico de 2008
Tenho uma posição política, ideológica e emocional clara da minha sexualidade e afirmo de pé juntos que ser gay, gostar de homem, antes de erótico é lindo, normal e respeitável. Aprendi isso com 11 anos quando um dia passeana pelas suas de São Francisco com minha família e esbarramos todos numa rua interditasa, cheira de gente colorida e camisinhas voando pelo ar, a parada gay. Ver professores, bombeiros, policiais, enfim, toda aquela gama de gente assumida me abriu os olhos para ser quem eu quisesse e foda-se. Sei que aquele momento foi crucial para eu ser tão de boa com os fatos de minha existência.
Hoje há um boom de gaytude nos EUA, uma explosão de filmes gays, voltados para o público LGBT, vem sendo produzido. Uma onda positiva onde é possivel ver que viver gay, mesmo dramático, pode ser legal. Isso faz uma diferença absurda na nossa vida, ser aceito parece estar condicionado ao nosso humor na vida.
Sonto que no Brasil paramos no “Terceiro Travesseiro”, romance de Nelson Luiz de Carvalho que marcou e ainda marca todas as gerações de gays, bis e lésbicas. Chorei horrores quando li. Mas depois, nada? Eu desconheço no momento obra que tenha me tocado com tanta profundidade. Alguns blogs aqui e ali... revista da Folha...o resto é putaria. E assim agente boia sem roteiros a nos guiar existencialmente, tendo só a realidade crua para orientarmos. Ainda somos ensinados a ter vergonha. Alias, há quem detone o "Terceiro Travesseiro". Enfim...
Vi um trailer massa do filme “Shelter” sobre uma história de amor entre dois surfistinhas e tentei comporar no Brasil. Logicamente, não encontrei. Acontece que, para ser vendido aqui, algum distribuidor nacional tem que adquirir os direitos para idistribuição do filme nacionalmente. Como nenhum distribuidor sacou o mercado nacional LGBT, ou tem vergonha de sugerir em pauta, só achei para venda no Amazon.com.
Enfim, eram 19.90 dólares, mais 14 dólares de shipping and handling. No final o filme custou R$ 61,15 no cartão de crédito. Poxa, paguei R$ 50,00 para ter Dark Knight com Heath Ledger, por que não esse?
Depois de 30 dias de atraso da data que supostamente chegaria, 3 meses depois da compra, recebi uma carta dos Correios com um boleto da receita federal tributando uma alíquota de 60% pela importação do produto, exatos R$ 36,69 para eu poder ter o filme em mãos.
Puta que pariu! Que difícil. Um filme gay, massa, lindo, show, para ter no Brasil, não tem distribuidor, mas tem preço: R$ 97,84.Detalhe, talvez nem passe em um DVD tupiniquin.
Plano: fazer uma exibição pra comunidade de Brasília para ver se recupero meu investimento. Entrada: R$ 3,00. Se eu conseguir reunir 30 pessoas, tah de boa. Aguardem. Veja trailer abaixo.
Bem, a vida continua e, apesar de tanta felicidade na família, meus dias tem sido de um pouco de tristeza. Infelizmente, sou um eterno capricorniano insatisfeito com que tenho e com o que não tenho.
Meu “date para algo sério” acabou me dando um chute na bunda logo no nascimento de minha filha. Sei que isso só mostrou que ele é um babaca, mas, enfim, gostava dele. Disse que sou inconseqüente e que sou muito para a cabeça dele. O que mais ouço dos caras que conheço é que sou um cara maravilhoso, mas que não querem me machucar. Para mim, só agem como se estivessem me protegendo de suas mentes frias de homens inconstantes que são, que somos.
Meu amigo riu quando contei que o “date para algo sério” não atende meus telefonemas. Para ele, ser gay está associado com uma eterna solidão, solteirice e putaria. Discordo e concordo, porém acho desnecessário. Mas, para ele, homem que é homem despreza um apreço honesto e a monogamia é uma ilusão que só é possível quando a vida é uma ilha rodeada por tubarões onde só resta uma pessoa para dividi-la contigo. Como a vida heterossexual: namoro – casamento – filhos – família - carreira – status – um roteiro religioso de estilo de vida. Mas, nesta sociedade, gays não temos roteiro, não temos nada, só nossos sentimentos, que podem variar de uma hora para outra, em um mundo contra nós.
Me cansa essa busca e sinto que estou ficando velho enquanto manjado demais para o perfil de caras que são meu foco: príncipes ingênuos. Numa cidade como Brasília, como eu disse, as opções se esgotam mesmo, e as pessoas que se aventuram por esse universo entram com muitos preconceitos na lente de míope que usam, com muito medo no coração.
Enfim, to de dor no cotovelo. Mais um príncipe passou e eu fiz ou deixei de fazer alguma coisa para realizar esta história de amor. Cheguei mesmo cogitar pedi-lo em namoro, mas a sinceridade foi ofuscada por uma desconfiança de que histórias de amor convencionais não são para qualquer um, muito menos para nós que tanto recorremos à fornicação virtual avulsa para ver se esbarramos na nossa alma gêmea. A paciência é curta, o desejo é constante, a esperança eterna é a última que morre.
Para quem sentiu minha falta, estive de licença paternidade nos últimos dois meses.
Mi hija, minha filha, linda, nasceu no dia 16 de março de 2009 com 2.960 gramas aos 48 centímetros. Depois de uma Pizza Hut e 15 horas de trabalho de parto ela veio ao mundo para ser bonita, ser simplesmente bela. A inteligência será conseqüência do esforço dos pais que ela ganhou ao nascer. Modéstia a parte, sou o homem mais sortudo do mundo. Uma melhor amiga e companheira de longas datas agora virou a mulher de minha vida, parceira nessa empreitada e cúmplice da loucura de ser diferente e querer ter a vida que sempre sonhamos ter.
Não, não virei hétero. Sou apenas um homem que por instinto reprodutivo e uma dose excessiva de sorte que soube, no momento certo, unir o útil ao agradável. Há muito a que se preocupar agora que essa vida depende de mim para viver. O desafio apenas começou. Alias, se multiplicou ao cubo.
Do mais, a família está linda e contemporânea. Quero me mudar com as duas para um apartamento e criar minha filha com muita luz, paz e amor. Amor, alias, é a ultima coisa que falta nesse trio.
Passei os últimos 2 meses cantarolando “Circle of Life” do filme Lion Kind, parte importante a minha formação artística e emocional na minha infância. Pouca gente entendeu, mesmo eu fazendo todos os aaaahhhh temediaaass, tedebis e tubabas, tidebuuuuu, weiaaaaiiieeee...kkk Para quem não se lembra, vale a pena assistir.
Ross Watson, After Jacques-Louis David 1784 de 2004
Fiquei muito emocionado ontem ao ver o Oscar abraçar mais um filme com a temática gay. Assistido por milhões de pessoas por todo o mundo, vimos o discurso de dois vencedores a favor da igualdade de direitos e respeito à homossexualidade.
O roteirista de “Milk” meio que desabafou e com o tempo que teve expôs a sua história: veio de família conservadora, de mórmons. E agradeceu à sua mãe por ter amado ele mesmo quando muitos tentavam convence-la a não. E depois veio o Sean Penn que, como representante dos “normais”, lucidamente pediu direitos civis iguais a todos, orgulhoso de seu país, capaz de sempre fazer história nova, agora elegendo um negro como presidente. Milhões de pessoas no mundo assistiram a América liberal exigir que sua nação libertária também libertem os gaysda humilhação, do desrespeita, da segregação e da injustiça de direitos civis em todo o território da federação.
O cinema para mim sempre foi uma fonte de inspiração. É capaz de nos colocar sob o olhar e ponto de vista de diversas vidas. Considero metade de minha personalidade formada por personagens de filmes que assisti, referenciado por histórias que vivenciei na grande tela. O cinema permite agente ver e sentir como é viver no século 17, como é sofrer na mão da ditadura ou minguar num campo de concentração, ao mesmo tempo que demonstra que a luta, o amor, a esperança existe e pode ser cultivada e que vale a pena ser lutada por.
Desejo ao cinema nacional mais luz para tratar de temas, pessoas e vidas alem do besteirol da pauta Globo-Record-SBT e de cineastas playboys e/ou dinossauros do cinema nacional. Espero que ainda conseguiremos falar da verdadeira existência brasileira em grandes filmes, da crua cultura que nos une e nos separa e de nossos desafios existenciais. A grande mágica do cinema é sua capacidade de fazer as pessoas refletirem e tomarem posições com base em histórias profundas, aprender com os absurdos e com os dilemas apresentados, sofridos e resolvidos. Nosso cinema é ralo, vago, simplista e burra como as novelas, com poucas e raras exceções (Jõão Moreira Salles, Marcos Prado e José Padilha, entre poucos outros).
“Só pode ser piada”, foi o que eu pensei. Como pode eu, logo eu, entre tanta gente, tanta possibilidades, eu me tornar um gay?! É tão extra-ordinário este acaso do destino que o drama e a comédia acabam se mesclando,pois “é melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe...” e não há coisa mais triste para rir do que gostar de dar a bunda. hahaha
Só se pode ter humor para agüentar ser gay. Como ser gay e não achar graça na vida, neste mundo tão hipocritamente desigual, politicamente incorreto e socialmente psicopata, onde, para alguém sábio e iluminado, apontar um símbolo de “alguém normal” é motivo para uma pequena e sarcástica gargalhada. Até os gays mais rancorosos que eu conheço não perdem a piada, parece uma condição inerente à existência gay. É a alienação da desalienação, a liberdade do conservador para um mundo sem limites, sem escrúpulos, ondea comedia é a salvação, algo em comum com o passado, mas sob outros parâmetros, outro universo.
Alias, adoro as piadas, as gírias (aqué, amapoa, padê, bafon, aquenda, to passada...). Acabei de chegar de um encontro com amigos, todos gays, todos homens, onde rir é uma prática até nos momentos mais trágicos. Segue um vídeo que acho a comédia de 2008. Pelo menos para mim, representa perfeitamente a comédia da vida privada do universo gay. Este tem até uma cena que com certeza logo logo motivará sua exclusão do Youtube (motivou, coloquei outra), mas vale conferir. Alias, tadinho do André Almada, ele é gente boa, tiraram uma com a TW e ele entrou no meio. Mas foi imortalizado, logo por este trabalho de dublagem, na história da nightlife gay de São Paulo. Que engraçado. Parabéns Evandro Santos.
Um dos grandes desafios da homossexualidade é conciliar o impulso sexual com a busca romântica, a paixão, o desejo de amor. É uma luta encontrar um gostoso, lindo e simpático e não querer ir logo para a cama no primeiro encontro. E é sabido que, pela mente do homem, tudo que é fácil perde a graça, quando o sexo rola, mesmo que no momento faça sentido, é muito comum que qualquer sentimento pós de carinho seja desnutrido. Se quer fazer amor, evite o sexo.
Conheci um garoto lindo, um príncipe, e decidi apostar no romance. Conversamos muito pelo msn antes do primeiro encontro e evitamos sempre entrar no assunto sexo. Desconheço sua preferência, o tamanho do seu pau e seu histórico sexual. Alias, não existe coisa mais cafona que a pergunta “Você curte oq?”.
Marcamos um cinema e sugeri logo um dramão que minha mãe tinha assistido, indicado e chorado muito. Antes de busca-lo, malhei, tomei banho, bati uma demorada punheta para que minha cabeça de cima não fosse dominada pela imagem da bundinha desse moleque abraçando meu pau neste tão raro “date”. aaaiiaaii
“O Curioso Caso de Benjamin Button” se demonstrou ser um filme longo e chato e durante toda a exibição fiquei na cautela, não peguei na mão dele e apenas encostávamos os braços, sentia seu pelo arrepiando com o meu. Chorei no final e ele nem percebeu, sou chorão pra dramas. Saímos do cinema e fomos comer, conversando sobre tudo, o filme principalmente, depois a vida de um e do outro, comparando o filme com nossas vidas. Chovia muito, tempestade tropical, e o caminho foi uma aventura pelos trechos mais alagados de Brasília. Foi só depois do Subway que olhei para ele e disse que ele era realmente lindo. Ele retribuiu e ficou nisso, nois dois sorrindo e olhando um para o outro, olhos fitados.
Foi lindo e é lindo poder esperar por um beijo. Quando esse beijo finalmente chega é especial e gostoso. Foi só quando deixei ele na porta de casa que eu o beijei, um beijo demorado, longo e molhado. Ficamos abraçadinhos e evitamos relar um no pau do outro, mesmo que ambos visivelmente duros, pulsando sobre os nossos jeans. É realmente uma terapia evitar que a mão entre lá.
Cansei de pegação, é tão mais lindo cultivar emoções mais sinceras de admiração e respeito. É muito fácil conseguir uma bunda pra comer ou um pau pra chupar, mas é tão mais fácil ainda ficar sozinho e deprimido. Sexo é muito bom, mas é mais incrível ainda quando envolve uma paixão. E paixão só se constrói, pelo que percebi ao longo da vida, quando o sexo não é primeiro plano.
“ O maior mistério que existe sobre a Terra é o homem. Parece tão simples tão tratável, e na realidade .. é tão complexo! Diz uma coisa, e no instante seguinte, sem o menor pudor, diz o contrario e, se o chamamos de inconstante ou instável, sente-se mortalmente ofendido. A insegurança é a lei básica da existência. Todas as emoções humanas, todas as ações, boas ou más, sem qualquer exceção, brotam dessa nascente eterna. Sem insegurança não haveria progresso. A vida ficaria paralisada. A vida seria impossível.”
Melhor do que pornografia é pornografia nova. Sei que nem todos compartilham do meu vicio mor, meu lado Eros nunca farto, mas adoro ver caras semi-deuses simplesmente nus. Pra mim, homem que é homem adora pornografia, até os mais quietinhos. Adoro poses simples, caseiras, de lindos de paus moles. I droooool.
Passo horas afinco na frente da tela, vez ou outra meu pau sobe. Mas de onde é esse povo pelado? Será que eles sabem que estão aqui? Claro que é fácil identificar os americanos, pois a maioria é circuncisado.
Falando em pau, queria ver mais pau uncut na internet, a maioria das fotos naturebas são de americanos. Parece que nos EUA, mesmo onde a maioria é cristã, a circuncisão é indiscriminada. Acho uma mutilação que torna o pênis menos gracioso, mas enfim, cultura é cultura. Já fiquei com paus circuncidados, nada que um gelzinho não resolva. Alias, o grande lance de ter pau sem pele é a sencibilidade. Para quem é uncut, puchar o pau pelas bolas e bater com gel é uma delícia.
Penso as vezes em uma conspiração americana, como se circuncidando todos os homens de lá criaria uma sociedade diferenciada pelo pênis e a disseminação desses pênis pelo mundo através da fotografia pornográfica na internet fosse uma propaganda do American Beauty Way of Life.
Mas isso é balela. A circuncisão é tão antiga quanto a civilização, podendo encontrar indícios à 2 mil anos antes de cristo realizado pelos egípcios. Se não por uma questão de passagem para a maturidade ou uma forma de “batismo” capaz de limpar a alma, a circuncisão é uma decisão cultural. Tadinho daquele que descobre que uma parte da sua cabeça foi retirado sem consulta prévia.
Interessante mesmo é observar que a circuncisão cirúrgica foi promovida nos paises de língua inglesa por cirurgiões interessados em uma solução para a grande doença nervosa, vergonhosa e auto-abusiva: a masturbação. Advogaram até que a circuncisão prevenia coisas como câncer de pele, neurose, sociopatia, insônia, epilepsia, insanidade, asma, paralisia, infecção urética e pedras no rim! A circuncisão no EUA saltou de 30% em 1900, 55% em 1925 para até 72% já em 1950. A influência americana em políticas públicas no exterior levou a Coréia do Sul, país sob tutela americana , a ter hoje 90% de seus adolescentes circuncidados.
Mas, por ironia do destino, hoje a circuncisão tem perdido força nos países de língua inglesa, seja pela falta de cobertura médica alinhada à desmoralização da punheta, será questão de tempo para logo deixarmos de identificar os americanos tão facilmente pelo seus paus esticadinhos.
O falo atrai mesmo toda a atenção da cultura mundial, até mesmo dos mais conservadores e puritanos, um assunto de primeira na pauta da vida familiar, comunitária e erótica. Segue algumas fotos antigas que andei pesquisando de americanos vintage, alguns cut, outros uncut.
Ontem foi uma noite muito especial para mim. Fui com meu melhor amigo à União do Vegetal, centro espírita que utiliza a Ayahuasca nos seus rituais para alcançar uma iluminação, levando-nos a um transe existencial repleto de paz e amor. Tanto que seu lema, objetivo e propósito de uso é alcançar luz, paz e amor. E realmente funciona!
Ensina que devemos amar a todos, nunca julgar o próximo e praticar sempre o bem no dia-dia. É a ceita mais paz e amor que conheci e vivo pregando sua mensagem e aconselhando a todos que poderem ter a oportunidade de experimentar, viver essa experiência magnífica. Para mim, será a religião do futuro, pois possibilita às pessoas sentirem o que é um verdadeiro amor pela vida, pela terra e pelo próximo. Como a substância SOMA profetizado por Aldous Huxley noAdmirável Mundo Novo.
Pois bem, no meio do culto, entre chamadas lindas, músicas que falam de amizade e fraternidade, eles lêem algumas posições da instituição. Os temas abordados nesse dia: "homossexualismo", aborto e células tronco.
Foi um choque para mim, um balde de agua fria. Declararam que era eram contra o "homossexualismo", pois ia contra a ordem natural das coisas, da vida e da comunidade. Disseram que não poderiam aceitar a eliminação da espécie (olha isso!) e que o amor e a união entre um homem e a mulher era sagrado (whatever). A posição sobre os outros temas foi de aprovação, desde que dentro da lei vigente.
Enquanto liam sua posição sobre o homo fiquei entre o rir e a vontade de chorar. Como podem pregar o amor e a compreensão ao próximo sem entenderem as diversas formas de amar e sobre a livre escolha no viver. Afinal, viver em paz é tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados, incluindo não exigindo do próximo agir e viver como cremos ser a melhor maneira. Meu amigo e eu concordamos que a União é quase perfeita, só peca nesse ponto.
Luto pela normalização do conceito homossexual, pois creio ser perfeitamente normal a atração pelo mesmo sexo e que seja mais comum do que imaginado. Claro que existe grau para toda atração, há quem prefira mais mulher, há quem goste só de pé, há quem prefira até não fazer sexo! Como podem associar sexo exclusivamente à procriação e que sua prática deva ser unicamente dedicada ao sexo oposto? O que mais me atordoa nas pessoas do mundo é a ousadia em crerem que o próprio ego é superior ao do próximo, que o diferente não deve existir, mesmo que a atitude nada atinge o próximo. O que mais me entristece é ver que há gays que não compreendem a si mesmo e se deixam ser levados por esses conceitos unilaterais.
Mas, não estou de mal com a União, pelo contrário. Compreendo que também não são perfeitos e que eles próprios tem seus limites. Afinal, é cristã e foi criado por um seringueiro em 1961, seu membros são na maioria casados e conservadores e cultivam a valorização da diferença existencial do homem e da mulher e que ambos se completam. Não estou lá para ensinar a eles o diferente, estou para conhecer a mim mesmo e amar mais a vida.
Pois eu digo que é normal a homossexualidade(!), não somos castrados e podemos, sim, procriar (sou exemplo disso), com muito amor e respeito a mulher que receberá nossos filhos no ventre e na vida. Nossa próstata é um órgão sexual poderoso e, quando com prática, leva-nos à lua. Deus nos abençoa com amor quando compreendemos seu verdadeiro significado, aquele honesto, constituído de admiração e respeito, e quando este não pode ser cultivado por falta de ereção, que se torne uma amizade verdadeira para o resto da vida.Amor é uma coisa, sexo é outra, e é difícil, mas não impossível, encontrar alguém que coincida essas duas magias da natureza humana. Feliz é aquele que encontra, abençoado também é.
Estou prestes a fazer 26 anos de idade. No bate papo perguntei uma vez “qual sua idade cara?” e Lindo_MACHO respondeu “depois dos 21, parei de contar”. Eu também não conto mais, meu aniversário é uma data qualquer que prefiro lembrar só no dia ou na véspera. As mudanças na minha vida são bem mais dramáticas que um simples número quantitativo, enquanto outras partes evoluem mostrando-me a capacidade metamórfica de meu corpo, mente e do cotidiano, a única coisa que não mudou ainda é minha capacidade de masturbar 2-3 vezes ao dia.
Ficar velho é dramático, ainda mais quando se imagina o futuro. Lembro que há 11 anos projetei como seria minha vida agora e foi batata, eu forte, com filho, profissão e em Brasília. Faço a mesma pergunta hoje? Deus, não, sou mais pessimista hoje do que na minha adolescência sonhadora, prefiro adorar o presente, amanhã o mundo pode ser mais fanático e pobre, estamos em uma era de ouro prestes a derreter.
Dos amigos restaram-me poucos, e mesmo esses andam esquecendo o significado e a importância da amizade. A necessidade de desvincular-se de coisas fúteis e inúteis para encarar a vida como ela é (uma peça para o grande organismo capitalista) se torna cada vez mais pulsante e as coisas convergem para a necessidade de virar homem, trabalhar e sustentar uma casa. Adeus baladas, drogas, sexo casual e sonos até as 14:00?
Passei da crise dos 25 com medo do que virá e refletindo sobre meus passos, meio com preguiça e meio com vontade de fazer tudo de novo, mas o inevitável é lutar ou morrer, olhar pra frente ou minguar na depressão do tempo. Queria ter feito a faculdade certa, namorado mais, me apaixonado mais, cuidado melhor do meu corpo e mente, mas mesmo assim não me arrependo de nenhum passo que dei. E já fiz um bocado, sempre pensando em não deixar de fazer o que quero pelos outro. Me ferrei muitas vezes, mas de imediato ri pois sabia que era uma lição para o que queria do futuro, mesmo que a lição seja que eu só faço merda.
E que futuro desejo? Estável, rico, cheio de saúde, filmes e estórias pra contar. Seja o que Deus quiser, desde que seja com um lindo homem para me entreter e poder fazer dinheiro suficiente para sustentar a qualidade de vida minha e de meu filho que irá nascer.
Que medo é esse tenho de meu futuro? Mas, medo é útil nessas horas. Espero que tudo que eu passei e vivi me oriente com medo e coragem para o melhor caminho nesta floresta de pedras e arvores espinhosas que é viver.Mas com certeza vou rir por toda a vida até o destino único e inevitável da morte cantando "Non, je ne regrette rien"
David Hockney, Peter saindo da piscina de Nick de 1966
Saio de 2008 até que feliz. A primeira metade foi péssimo, fiquei apaixonado por um cara depressivo que não queria nada comigo além de me ver a seus pés, ouvir minhas declarações de paixão eterna e me colocar em situações embaraçosas e humilhantes, um sadista emocional. Depois conheci um príncipe cuja realidade heterossexual não permitia um aprofundamento na nossa relação, resumida a algumas noitadas de terça a quinta-feira. Esse realmente mexeu comigo, foi o primeiro cara realmente macho, estilo surfistinha (ainda não saiu de minha cabeça e coração) que deixou eu come-lo pelo simples prazer de me dar prazer, uma bela e branca bundinha, um pau esculpido por Afrodite, branquinho, aiai... Foi ai que eu descobri a arte de dar a bunda e o prazer que isso pode proporcionar, quando administrado com carinho e a pratica, ou melhor, quando a dor passa a não ser constante. aaiiaaii
Ainda tive duas paixonites com os garotos de que falei, minha carência coincidiu com o truque do “gostoso que vai embora”. Com eles ainda mantenho um namorico por msn e skype para não cortar tão bruscamente este prazer. Mas também não vejo esperança.
Estou em Brasília, cidade dos playboys e dos nordestinos, e estou triste com minha falta de esperança em conhecer um parceiro de meu agrado, acho que sou muito exigente. Andei dando umas escapadas noturnas, fiz umflashback com um garoto pequeno de pau pequeno que não tem nada além de sua bunda de pelos raspados; e teve um piauiense feio que fui por puro desespero, mas o cara tem o corpo escultural.
O que será que irá me preencher? Rs Espero do próximo ano um novo amor, gostoso, charmoso, macho, e que aquele mágico brilho natural, quando duas pessoas se aproximam pelo interesse mutuo de se completarem, compartilharem o prazer, o conhecimento e o tesão, ocorra. São Paulo é mesmo o que há no quesito homem, todas as formas, tamanhos e estilos. Se lá minhas chances eram de 10%, me vejo no escuro com 0,01%, escondido em algum lugar neste plano, alto e central.
Baron Wilhelm Von Gloeden, Tre ragazzi sulla terrazza di Wilhelm von Plueschow a Napoli
Descobri recentemente o segredo para conquistar o coração de um homem. É relativamente fácil, considerando a complexidade da mente masculina. Basta se colocar numa posição inacessível. Assim acontece quando estamos namorando, ou no meu caso, de que partirá para um lugar bem longe. Literalmente chove príncipes. Há algo inevitável no homem que o torna indiferente ao sentimento do outro quando este se sente seguro, quando acha que já conhece o próximo e que pode o ter quando bem desejar. O fácil não tem graça, o raro é um imã.
Bastou dizer que eu estava indo embora para o interior do Brasil para que dois gatinhos ficassem na minha cola, com juras de saudade, paixão arrebatadora e tristeza premeditada, ambos com namoradas. Me ligam, fazem questão de me buscar em casa, como se eu fosse à guerra, dispensaram suas namoradas para dedicar a meus últimos momentos sua atenção e carinho. Estou com o coração partido pois vim para São Paulo há 08 anos em busca do amor, sem nenhum sucesso, e infelizmente terei que interromper esses romances. Estou tentando aproveitar ao máximo meus últimos momentos aqui, fazendo malabarismo pra curtir um a cada dia sem que cada um descubra o outro.
No final, sinto que acabarei sozinho, infelizmente conheci esses belos rapazes muito tarde, na reta final. Todas as paixões que tive até hoje foram despregadas exatamente por conta de minha dedicação, descobri muito tarde o jogo do coração do homem e seguirei com uma grande lição e a esperança de que, para onde eu for, outras oportunidades possam existir, mesmo que seja na cidade de onde emigrei por falta de opção.
Essas fotos foram tiradas por volta de 1900 por Barão Wilhelm Von Gloeden, um grande mestre da fotografia e um dos poucos a captar o corpo masculino com primazia. Viveu na Sicília e as imagens de seus garotos ganharam prêmios de fotografia por toda a Europa, eram vendidas à monarquia, industriais e intelectuais e hoje só restam aproximadamente 1/4 de sua obra, destruída com a ascensão do Fascismo na Itália quando foram taxadas de pornografia. No auge de sua produção não eram associados ao homoerotismo, sua poses gregas são representações singelas e possuem uma naturalidade singular da juventude masculina. Espero pela revalorização da beleza do corpo masculino e de que, mesmo que seja um desejo de um gay, essa representação se desvinculem do propósito homoerótimo e volte a ganhar valor como uma das grandes obras de Deus.
O mundo está em plena era digital, com 0 e 1 agente consegue, no conforto de nossa cam, explorar tudo o que papai nunca nos ensinou. As salas de bate-papo têm mais gays que heteros e cada vez mais a sala dos bissexuais tem ganhado público. A oportunidade que a internet tem dado a todos no mundo de explorar os desejos mais íntimos em escala evidencia uma verdadeira revolução sexual. Viva!
Recentemente tenho tido uma onda de sorte de conhecer carinhas gatos, machos e bissexuais na internet. Sou fã dos bissexuais. Com respeito as mulheres,não me importo em conhecer caras que namoram meninas, acho até saudável o cara ter uma tranqüilidade social, assim não fica grilado com a família e com os amigos, mantém a voz firme e a coisa fica mais particular, digamos, não há muita cobrança e sei que quando está comigo é por que realmente quer. É só não se apaixonar muito. rs
Essa foto foi tirada por um amigo da janela do apartamento dele. Seu vizinho, tatuado, boyzinho, mostrando a bunda na cam, de nada sabemos além dele ser mais um punheteiro virtual. A punheta virtual tem sido a porta de entrada para a exploração sexual de muitos jovens e adultos que encontraram nesse porto seguro a oportunidade única de satisfazer suas fantasias, ou pelo menos dar início a elas.Essa foto para mim é emblemática e graças a deus a evolução digital possibilitou a transmissão de vídeo. Creio que muita coisa há de acontecer, das grandes metrópoles ao interior do Brasil. Pode crê que nesse exato momento uma multidão de garotos e garotas estão mostrando a bundinha na cam para depois almoçar com a família.
E quanto aos bis? Afe, to agradecendo a Bill Gates e Steve Jobs por possibilitar a todos o contato com o “proibido” sem ter que se colocar em situação embaraçosa. Só deus sabe no que isso dará, mas espero que voltamos aos tempos da Grécia antiga.
Essa foto foi tirada no meio de uma batalha na Baía de Rabaul, na Papua Nova Guiné, durante combate na II Guerra Mundial. É uma das fotos mais belas do século passado. Segundo o fotógrafo da marinha americana que registrou essa imagem, Horace Bristol, "...recebemos um chamado para resgatar um piloto abatido que estava na baía. Os japoneses atiravam nele de uma ilha e quando viram agente também começaram a atirar na nossa direção. O piloto abatido estava parcialmente cego então um de nossa equipe tirou toda a roupa e pulou na água para traze-lo abordo. Ele não conseguiria nadar muito bem com todo o uniforme e suas botas pesadas. Assim que pegamos o cara, caímos fora. Ninguém esperava que ele colocasse a roupa porque tinha bala voando de todos os lados e queríamos sair de lá o mais rápido possível. O cara pelado logo voltou para sua posição na metralhadora"
Escolhi colocar essa imagem por puro erotismo mesmo, confesso. PQP Mas é a única foto de um "herói" pelado em combate, uma relíquia.
“Realmente, não sei o que dizer”, foi o que eu disse à minha mãe quando links de fotos de garotos Bel Ami se masturbando, penetrações e sexo oral começaram a aparecer no histórico do computador da família. Para não chutar o balde, disse a ela que eu era bi em meio ao seu choro desesperado perguntando-me onde ela havia errado.
Desde então, ainda não entendo como peguei este percurso paralelo da realidade. Com 16 anos já freqüentava a boate e assumi meu primeiro relacionamento com um namorado que conheci pelo bate-papo Mirc (hoje nem existe mais, acho). Decidi logo fazer desse conflito existencial o mais natural possível, aproveitando cada etapa de minha vida da maneira mais saudável.
De lá pra cá muita coisa mudou, mesmo que tenha sido com doses homeopáticas. Hoje lotamos a Avenida Paulista com 4 milhões de pessoas em uma parada chata cheio de heteros bêbados, temos filmes e seriados gays (Americanos), a internet é um mar de possibilidade e a opção de ficar em casa no bate-papo ou sair para uma balada gay existe.
Não sou um gay habitual, me sinto a maior parte do tempo um peixe fora d’água. Com respeito à todos que são, não sou pintosa, não bato cabelo, abomino roupas brilhosas e coloridas, calça apertada e trejeitos femininos. Sou homem e gosto de homem.
No final, quando olho praquela multidão corajosa, vanguardista, me pergunto onde estão meus pares, homens gays normais? Sei que eles existem, não freqüentam baladas GLS e se resguardam nas salas do UOL a procura de sexo sem compromisso e sigiloso. Existimos aos milhões, de diferentes formas e comportamentos, alguns assumem essa vida, outros preferem se esconder do próprio desejo para em esporádicos momentos explora-lo numa cam enquando no cotidiano cumprem os regimento externo.
Os gays que encontramos nas ruas são os corajosos,aqueles que estão pouco se fudendo meeesmo. Mas será que o comportamento afeminado é a única maneira para encarar o mundo? Acredito que para todos nós o que nos falta é referencias na arte, literatura, filmes, amigos, familiares, pessoas que estão além do convencional, do estereotipo gay.
Existimos sempre, mas é sempre uma grande novidade. Essa taça é Romana de 1.000 A.c.
Oi.
Seja bem vindo ao meu blog.
Sou um pseudo escritor.
As imagens não são de obras minhas, tento sempre colocar o nome dos autores. Servem para ilustrar meus blablablas.
Espero apenas concentrar aqui essa rúbricas de minha vida, e outras coisas legais.
Enfim.
Comentem, é legal uma crítica.
Abraço.
B.D.C